
Rogério Ceni
64 gols, entrou pra história, apesar que esse 'entrar pra história' não faz muito sentido pra historiador, mas vale a intenção. Em meio a esse ambiente árido, sem graça e lamacento que se tornou o futebol com seu alto grau de "profissionalismo", Rogério Ceni rema contra a maré e faz a torcida tricolor a mais vitoriosa. Trás de volta um pouco do folclore perdido do mundo da bola. Em tempos de clube-empresa, jogadores sem rosto, sem qualquer identificação com a torcida, tempos em que o futebol se livrou das amarras amadoras e semi-amadoras para mergulhar de cabeça na lógica do mercado, depois da Lei Pelé, para transformar 'empresários', agora milionários, nos verdadeiros mandatários dos clubes. Tempos de altos investimentos que pedem retornos maiores ainda, o que explica a maracutaia da MSI com a CBF pra fazer o alvinegro máfia-russa campeão brasileiro de 2005.
Rogério faz a quarta-feira friorenta valer a pena, apesar dos pesares e do preço do ingresso. Não por ser polêmico, como gosta a grande mídia, pelo contrário, é um cara muito comedido e até insosso nas declarações, mas pelo futebol, pela confiança que transmite e a entrega de corpo e alma ao Tricolor. Vida longa, Rogério!
p.s. em tempo, não é mania de perseguição, mas um feito como esse em qualquer país com uma imprensa um pouquinho mais honesta seria 'O' assunto, aqui a mídia se esbalda com a segunda vitória do alvinegro máfia-russa sob o comando do mediano e pseudo-intelectual Leão, e com a saída do Carlitos, é mole! Até quando?

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