ingnoranças e inverdades

Espasmos de um pouco de tudo

segunda-feira, outubro 16, 2006

O caso Nuclear da Coréia do Norte

É o mais novo temor mundial. Ainda que é sabido que a Coréia do Norte não detém tecnologia para produzir mísseis com ogivas nucleares, estão longe disso, nem os de pequeno e médio alcance, quanto mais os interbalísticos. E sabemos também que os testes são cartadas do desgastado regime "comunista" (coitado do velho Marx) para abrandar o bloqueio econômico e suas nefastas consequências. Mas o pânico está aí, estampado diariamente na mídia, os acontecimentos recentes na Bolívia, a meu ver, muito mais consequente para o cotidiano do nosso país, levemente, foram tratados. Mas porque o pânico de um conflito atômico se as mortes são instantâneas ??? Porque o medo de um fim rápido do mundo ??? O que as pessoas - comuns como eu - têm tanto a perder ??? Me intriga.
Nesses momentos eu me lembro de uma passagem dos tempos de Perón, deliciosamente contada pelo professor Wilson. O populista Juan Domingo Perón, em um dos seus arroubos liberou as ferrovias argentinas aos finais de semana para transporte de pessoas e cargas. Os trabalhadores passaram a viajar gratuitamente, as estações de Buenos Aires e arredores se enchiam de migrantes que podiam então, voltar todos os finais de semana para rever seus parentes. Os técnicos e engenheiros das ferrovias se puseram em alerta num primeiro momento para, logo em seguida, posicionarem-se contrariamente a medida. Alegavam que a ferrovia daquela maneira iria falência. Pediram audiência diretamente com o presidente, a ferrovia era vital para a economia argentina. Depois de algumas audiências, esclarecidos os problemas, depois de muitos gráficos e tabelas e muitos mais 'sí, claro' de Perón, e da iminência da falência das ferrovias, eis que Perón retruca: ' É isso mesmo senhores, se as ferrovias não podem ser para todos que não seja pra ninguém'.

Se o mundo não pode........

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