Memórias de um mochileiro II
por Edson Prudêncio de Lima, Barba
Luis insistiu muito para usar o computador “mais 5 minutos”. Era seu aniversário. E o da minha mãe também. Ao final me agradeceu muito. Já estava na Casa havia seis meses.
Fui morar no Peru por um tempo e meses depois o encontrei em Lima e fomos almoçar. Falamos sobre o as diferenças culturais dos dois países, das peruanas, das brasileiras.
Admirava as paulistanas andando rápido de salto alto nas subidas e descidas do centro.
Queria me alertar para o fato de não haver papel higiênico nos banheiros em Lima, mas não deu tempo. Conversamos muito e ao final perguntei o porquê de ter deixado sua terra natal e ter ido ao Brasil.
Foi para esquecer uma desilusão amorosa.
A menina tentava espantar os turistas que tiravam fotos com suas lhamas. “Mis llamitas no, mis llamitas no...” Os turistas continuavam a descer do ônibus e os que não paravam pra tirar fotos passavam pela menina direto à próxima ruína prevista no roteiro.
Ela tentava conseguir algum dinheiro ou comida com quem tirasse foto com suas lhamas.
Rosita tinha a pele queimada pelo frio dos Andes Peruanos. Ganhou uma mixirica de alguém e umas moedas do turista que preferiu tirar fotos dela.
Era um final de tarde de outuno em Roma. Cansado e atraído pelo grupo de senhores que tocava música numa ruazinha movimentada, sentei-me num banco em frente a eles. Depois de tantas atrações turísticas, era um achado poder ver o que a gente daquele lugar fazia.
Depois de um tempo continuei minha caminhada. Fui tirar fotos numa praça e lá estava o grupo de senhores romanos já com seus instrumentos guardados e conversando numa roda.
Passei perto deles pra tentar entender alguma coisa.
Mas eram imigrantes. Romenos.
por Edson Prudêncio de Lima, Barba
Luis insistiu muito para usar o computador “mais 5 minutos”. Era seu aniversário. E o da minha mãe também. Ao final me agradeceu muito. Já estava na Casa havia seis meses.
Fui morar no Peru por um tempo e meses depois o encontrei em Lima e fomos almoçar. Falamos sobre o as diferenças culturais dos dois países, das peruanas, das brasileiras.
Admirava as paulistanas andando rápido de salto alto nas subidas e descidas do centro.
Queria me alertar para o fato de não haver papel higiênico nos banheiros em Lima, mas não deu tempo. Conversamos muito e ao final perguntei o porquê de ter deixado sua terra natal e ter ido ao Brasil.
Foi para esquecer uma desilusão amorosa.
A menina tentava espantar os turistas que tiravam fotos com suas lhamas. “Mis llamitas no, mis llamitas no...” Os turistas continuavam a descer do ônibus e os que não paravam pra tirar fotos passavam pela menina direto à próxima ruína prevista no roteiro.
Ela tentava conseguir algum dinheiro ou comida com quem tirasse foto com suas lhamas.
Rosita tinha a pele queimada pelo frio dos Andes Peruanos. Ganhou uma mixirica de alguém e umas moedas do turista que preferiu tirar fotos dela.
Era um final de tarde de outuno em Roma. Cansado e atraído pelo grupo de senhores que tocava música numa ruazinha movimentada, sentei-me num banco em frente a eles. Depois de tantas atrações turísticas, era um achado poder ver o que a gente daquele lugar fazia.
Depois de um tempo continuei minha caminhada. Fui tirar fotos numa praça e lá estava o grupo de senhores romanos já com seus instrumentos guardados e conversando numa roda.
Passei perto deles pra tentar entender alguma coisa.
Mas eram imigrantes. Romenos.

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