As pessoas que sentem-se diferentes normalmente não conseguem enxergar nem porque e nem quando são diferentes, mas a resposta é simples, não se trata de estranhamento, andando pelas ruas você vê as coisas em câmera lenta.
quinta-feira, novembro 30, 2006
A diferença
As pessoas que sentem-se diferentes normalmente não conseguem enxergar nem porque e nem quando são diferentes, mas a resposta é simples, não se trata de estranhamento, andando pelas ruas você vê as coisas em câmera lenta.
As pessoas que sentem-se diferentes normalmente não conseguem enxergar nem porque e nem quando são diferentes, mas a resposta é simples, não se trata de estranhamento, andando pelas ruas você vê as coisas em câmera lenta.
Fôlego
Um garoto cola um cartaz, um outro pixa um muro, um velhinha doente volta fumar, a menina troca de namorado, um casal de meia idade abandona seu país, o latim está na moda, o feijão com arroz é questionado, os trabalhadores abandonaram a missa de domingo, as festas perderam a graça, o som é da periferia, o rapaz pobre zomba a menina rica, ela não sabe nada de sexo, máxima exposição, máximo do ridículo, a menina didaticamente orienta sua mãe, o filho baixa a cabeça e sorri discretamente de seu pai, que distância, que mundo veloz, eis aí, desacreditados, o mundo não descansa nunca.
Um garoto cola um cartaz, um outro pixa um muro, um velhinha doente volta fumar, a menina troca de namorado, um casal de meia idade abandona seu país, o latim está na moda, o feijão com arroz é questionado, os trabalhadores abandonaram a missa de domingo, as festas perderam a graça, o som é da periferia, o rapaz pobre zomba a menina rica, ela não sabe nada de sexo, máxima exposição, máximo do ridículo, a menina didaticamente orienta sua mãe, o filho baixa a cabeça e sorri discretamente de seu pai, que distância, que mundo veloz, eis aí, desacreditados, o mundo não descansa nunca.
terça-feira, novembro 28, 2006
Um lugar distante
Onde te conhecem mais ou menos, onde as formalidades nem sempre são cumpridas, evitam mirar seus olhos, lembram apenas uma parte do seu nome, tomam porre de qualquer coisa, as coisas são meio ditas, o ambiente um pouco descontraído, mas os interesses são indisfarçáveis, a ambição está no ar, a má sorte foi lançada e os projetos estão na prateleira. Os consumidores desse lugar possuem um ar dissimulado de apatia, mas não ouse dizer-lhes que está vendo o limite das coisas. Eles insistem em ignorar, por isso fizeram os corredores bem estreitos para que suas palavras não tenham eco, e mal iluminados, para que confunda e nunca saiba exatamente com quem fala. Esse lugar é sempre úmido e salgado e por mais alto que alguém esteja, tem-se a impressão que o chão mais perto está. Mas eles fizeram isso de propósito para que ninguém se aventure a subir, eles subverteram a lei mais banal do movimento, mas há sempre um renitente que tenta em vão, e quando isso acontece todos saem à janela, sincronizados, e gritam (sempre a mesma coisa): O TOLO NUNCA DESISTE!!!
Onde te conhecem mais ou menos, onde as formalidades nem sempre são cumpridas, evitam mirar seus olhos, lembram apenas uma parte do seu nome, tomam porre de qualquer coisa, as coisas são meio ditas, o ambiente um pouco descontraído, mas os interesses são indisfarçáveis, a ambição está no ar, a má sorte foi lançada e os projetos estão na prateleira. Os consumidores desse lugar possuem um ar dissimulado de apatia, mas não ouse dizer-lhes que está vendo o limite das coisas. Eles insistem em ignorar, por isso fizeram os corredores bem estreitos para que suas palavras não tenham eco, e mal iluminados, para que confunda e nunca saiba exatamente com quem fala. Esse lugar é sempre úmido e salgado e por mais alto que alguém esteja, tem-se a impressão que o chão mais perto está. Mas eles fizeram isso de propósito para que ninguém se aventure a subir, eles subverteram a lei mais banal do movimento, mas há sempre um renitente que tenta em vão, e quando isso acontece todos saem à janela, sincronizados, e gritam (sempre a mesma coisa): O TOLO NUNCA DESISTE!!!
segunda-feira, novembro 27, 2006
Aniversário
Ontem foi aniversário da minha véinha, 60 anos, eu gostaria de ter um aniversário assim de novo, churrasco, bolo, parabéns, família, comilança desenfreada e muitos conselhos para ela, muito bate papo, muita força, muito carinho, melhor que qualquer presente.
Parabéns, dona Dalva !!!
Ontem foi aniversário da minha véinha, 60 anos, eu gostaria de ter um aniversário assim de novo, churrasco, bolo, parabéns, família, comilança desenfreada e muitos conselhos para ela, muito bate papo, muita força, muito carinho, melhor que qualquer presente.
Parabéns, dona Dalva !!!
quarta-feira, novembro 22, 2006
Liberais x Socialistas
Os liberais acusam os socialistas e o socialismo de massificar, homogenizar, sufocar as opiniões e as inciativas, de criar uma sociedade robótica e repressiva, porém, eles já se deram o trabalho de olhar ao redor e constatar que todo mundo tem as mesmas opiniões sobre os mais diversos assuntos? Que as pessoas frequentam os mesmos lugares, usam o mesmo tipo de roupa, compram as mesmas coisas, comem as mesmas coisas, viajam para os mesmos lugares, tiram férias na mesma época, ouvem e assistem as mesmas coisas, tem os mesmos objetivos? Que a televisão de hoje é a mesma de onteme que o rádio também? Que a internet está em sintonia coma TV e o rádio e que pouco acrescenta? Que as escolas são as mesmas de antes pioradas? Que no essencial criamos nossos filhos igual nossos pais nos criaram? Que mulheres e homens escolhem seus parceiros assim como suas avós e avôs? Que só muda a forma, mas o conteúdo é sempre o mesmo?
Os liberais acusam os socialistas e o socialismo de massificar, homogenizar, sufocar as opiniões e as inciativas, de criar uma sociedade robótica e repressiva, porém, eles já se deram o trabalho de olhar ao redor e constatar que todo mundo tem as mesmas opiniões sobre os mais diversos assuntos? Que as pessoas frequentam os mesmos lugares, usam o mesmo tipo de roupa, compram as mesmas coisas, comem as mesmas coisas, viajam para os mesmos lugares, tiram férias na mesma época, ouvem e assistem as mesmas coisas, tem os mesmos objetivos? Que a televisão de hoje é a mesma de onteme que o rádio também? Que a internet está em sintonia coma TV e o rádio e que pouco acrescenta? Que as escolas são as mesmas de antes pioradas? Que no essencial criamos nossos filhos igual nossos pais nos criaram? Que mulheres e homens escolhem seus parceiros assim como suas avós e avôs? Que só muda a forma, mas o conteúdo é sempre o mesmo?
A cultura da inassertividade
Desde muito pequeno, muito mesmo, eu repetia que queria ir embora, sair do Brasil. Movido pela curiosidade de conhecer outros lugares, pessoas e culturas. Vejo que hoje em dia, com a proliferação da tecnologia, internet e TV à cabo, basicamente, muita gente abraçou a idéia, há um interesse latente não mais pelo outro, mas pelos outros (claro, dentro daquele seleto grupo de brasileiros que tem acesso à estas tecnologias, porque sabemos que por mais que se divulgue e se fale da Web com certo entusiasmo, é pra um grupelho de brasileiros, pouca gente. As aparências quase sempre enganam, é preciso estar atento). São Tomé é point. Visconde de Mauá, Maromba é da hora. Mas há 10 anos atrás era para poucos e há 20 era só pra loucos. Enfim, a classe média, média-média, média-alta resolveu pôr a mochila nas costas - criando um mercado para mochilas e uma diferenciação social entre elas - e o pé na estrada - Jack Kerouac, amém! Estamos, lentamente, aos pouquinhos, olhando de esgueio para a América do Sul, Argentina, Chile, Peru, Uruguai, etc. Para aqueles um pouco mais abastados, México, para aqueles um pouco mais idealistas, Cuba. E até olhando para dentro de nós mesmos, praias do Nordeste, Chapadas, Ilhas, Morros, Montanhas, Norte, Sul, temos de tudo. Os EUA e a Europa não interessam tanto, eu acho. Talvez para as classes mais abastadas, nossas elites, ainda faça parte da obrigação social ir a Paris e levar os filhinhos a Disney, mas mesmo eles, que não muito simpáticos a falta de conforto característica dos mochileiros, foram criandos seus pequenos paraísos dentro do litoral brasileiro.Voltando a mim, estas linhas acima servem pra contextualizar, mas também pra mostrar que meu poder de síntese não é dos melhores. Eu queria sair, tive oportunidade, mas não fui. Oportunidade de ser mais um latino na Califórnia, não para viver a vida sobre as ondas, nada disso, só mais um cucaracha, por supuesto. Não que eu tenha desistido é que hoje as possibilidades tendem a zero. O que eu quero escrever, sem mais delongas, é que nesses anos coletando dados, informações e construindo imagens dos outros povos o máximo que eu consegui foi traçar um rascunho...de nós mesmos, nós brasileiros. Nós brasileiros somos antes de mais nada, inassertivos, essa é a palavra, que eu também desconhecia. Me foi passada por uma amiga psicóloga, mas a idéia eu carrego desde sempre. A inassertividade é nossa característica principal, somos um povo inassertivo. Muito mais que sociáveis, amigáveis, hospitaleiros. Procuramos os caminhos mais tortuosos para não fazer e, principalmente, não falar aquilo que pensamos no momento certo. Nós brasileiros damos voltas e mais voltas, evitamos olhar o rosto do nosso interlocutor, evitamos dizer coisas que possam magoar ou frustar, mas coisas que deveriam ser ditas. Nós brasileiros temos grande dificuldade em dizer não, não quero, não tô a fim, não vou, não gostei, não conheço, não sei do que se trata, etc. Basta você pedir uma informação na rua pra comprovar. Dificilmente você ouvirá um não conheço, não tenho idéia. Mesmo que a pessoa não conheça e não tenha idéia, com certeza, você vai obter uma informação sem a negação total. Eu mesmo, quantos pequenos compromissos eu confirmei e não compareci, confirmei sabendo que não iria comparecer, só para não ser 'deselegante'. Depois haja criatividade para as desculpas ou usamos a cara de pau mesmo, tudo para fugirmos do doloroso 'não'. Não gosto, não quero. O não é doloroso, uma situação banal converte-se num martírio dependendo da pessoa. Eu acho que muitas situações desagradáveis poderiam ser resolvidas rapidamente com um simples 'não' dado na hora certa.Bem, é apenas uma constatação, nunca parei pra fazer uma balanço da nossa inassertividade, nem tenho competência para tal, será que no geral é bom ou é ruim ??? A única coisa que eu sei é que é nosso, é brasileiro.
Terrível não, não me falhes mais !!!
Desde muito pequeno, muito mesmo, eu repetia que queria ir embora, sair do Brasil. Movido pela curiosidade de conhecer outros lugares, pessoas e culturas. Vejo que hoje em dia, com a proliferação da tecnologia, internet e TV à cabo, basicamente, muita gente abraçou a idéia, há um interesse latente não mais pelo outro, mas pelos outros (claro, dentro daquele seleto grupo de brasileiros que tem acesso à estas tecnologias, porque sabemos que por mais que se divulgue e se fale da Web com certo entusiasmo, é pra um grupelho de brasileiros, pouca gente. As aparências quase sempre enganam, é preciso estar atento). São Tomé é point. Visconde de Mauá, Maromba é da hora. Mas há 10 anos atrás era para poucos e há 20 era só pra loucos. Enfim, a classe média, média-média, média-alta resolveu pôr a mochila nas costas - criando um mercado para mochilas e uma diferenciação social entre elas - e o pé na estrada - Jack Kerouac, amém! Estamos, lentamente, aos pouquinhos, olhando de esgueio para a América do Sul, Argentina, Chile, Peru, Uruguai, etc. Para aqueles um pouco mais abastados, México, para aqueles um pouco mais idealistas, Cuba. E até olhando para dentro de nós mesmos, praias do Nordeste, Chapadas, Ilhas, Morros, Montanhas, Norte, Sul, temos de tudo. Os EUA e a Europa não interessam tanto, eu acho. Talvez para as classes mais abastadas, nossas elites, ainda faça parte da obrigação social ir a Paris e levar os filhinhos a Disney, mas mesmo eles, que não muito simpáticos a falta de conforto característica dos mochileiros, foram criandos seus pequenos paraísos dentro do litoral brasileiro.Voltando a mim, estas linhas acima servem pra contextualizar, mas também pra mostrar que meu poder de síntese não é dos melhores. Eu queria sair, tive oportunidade, mas não fui. Oportunidade de ser mais um latino na Califórnia, não para viver a vida sobre as ondas, nada disso, só mais um cucaracha, por supuesto. Não que eu tenha desistido é que hoje as possibilidades tendem a zero. O que eu quero escrever, sem mais delongas, é que nesses anos coletando dados, informações e construindo imagens dos outros povos o máximo que eu consegui foi traçar um rascunho...de nós mesmos, nós brasileiros. Nós brasileiros somos antes de mais nada, inassertivos, essa é a palavra, que eu também desconhecia. Me foi passada por uma amiga psicóloga, mas a idéia eu carrego desde sempre. A inassertividade é nossa característica principal, somos um povo inassertivo. Muito mais que sociáveis, amigáveis, hospitaleiros. Procuramos os caminhos mais tortuosos para não fazer e, principalmente, não falar aquilo que pensamos no momento certo. Nós brasileiros damos voltas e mais voltas, evitamos olhar o rosto do nosso interlocutor, evitamos dizer coisas que possam magoar ou frustar, mas coisas que deveriam ser ditas. Nós brasileiros temos grande dificuldade em dizer não, não quero, não tô a fim, não vou, não gostei, não conheço, não sei do que se trata, etc. Basta você pedir uma informação na rua pra comprovar. Dificilmente você ouvirá um não conheço, não tenho idéia. Mesmo que a pessoa não conheça e não tenha idéia, com certeza, você vai obter uma informação sem a negação total. Eu mesmo, quantos pequenos compromissos eu confirmei e não compareci, confirmei sabendo que não iria comparecer, só para não ser 'deselegante'. Depois haja criatividade para as desculpas ou usamos a cara de pau mesmo, tudo para fugirmos do doloroso 'não'. Não gosto, não quero. O não é doloroso, uma situação banal converte-se num martírio dependendo da pessoa. Eu acho que muitas situações desagradáveis poderiam ser resolvidas rapidamente com um simples 'não' dado na hora certa.Bem, é apenas uma constatação, nunca parei pra fazer uma balanço da nossa inassertividade, nem tenho competência para tal, será que no geral é bom ou é ruim ??? A única coisa que eu sei é que é nosso, é brasileiro.
Terrível não, não me falhes mais !!!
terça-feira, novembro 21, 2006
Programa do Jô - Velha Safada !!
De 15 em 15 anos, mais ou menos, o Jô 'dá uma dentro'. Esse causo é hilário demais.
sexta-feira, novembro 17, 2006
quinta-feira, novembro 16, 2006
Robert Kurz I
...E também no cotidiano das relações essa crise fundamental se mostra evidente. Os indivíduos atomizados não se suportam mais entre si, as relações se precarizam no amor, a divisão de gêneros se decompõe e o cotidiano e o trato pessoal são, por assim dizer, "barbarizados". O pós-moderno como uma nova época, ou como continuação da modernização, é simplesmente um embrulho enganador.
Robert Kurz II
...Na globalização, não existe mais nenhum "desenvolvimento" econômico nacional, no qual a população, como um todo, possa ser integrada. Também nesse sentido a modernização acabou. O capitalismo tornou-se um capitalismo de minorias. Ele estabeleceu a conexão planetária da humanidade, mas apenas em sentido negativo, como processo de crise, que em toda parte dissolve as conexões elementares do social. A sociedade capitalista mundial constituída não pode mais integrar a maioria das pessoas.
Robert Kurz III
...O mesmo esvaziamento se observa na produção cultural. Por isso, a crise da cultura e da arte não decorre apenas de uma crise financeira e da precariazação de seus atores, mas também de seus conteúdos. O novo é apenas um remake de segunda do velho (retrô). Não apenas as séries televisivas são infinitamente repetidas. Modas e conteúdos esvaziados retornam à circulação em intervalos cada vez mais curtos. Culturalmente, a dinâmica do desenvolvimento transformou-se numa espécie de eterno retorno do mesmo.
Já que tudo se tornou indiferente, a arte não pode mais provocar. Nudez e banhos de sangue suíno nos palcos alemães provocam um grande bocejo. Sensacional mesmo, hoje, na Alemanha é quando os atores aparecem em cena vestidos. Não há mais nenhum conteúdo cultural a ser expresso na forma capitalista, justamente porque ela mesma perdeu o seu conteúdo. A fragmentação social e a desintegração como desconexão universal tornam-se uma falta de conteúdo universal ou uma desrealização de todos os conteúdos críticos do passado, que opunham um sinal negativo a esse desenvolvimento.
...E também no cotidiano das relações essa crise fundamental se mostra evidente. Os indivíduos atomizados não se suportam mais entre si, as relações se precarizam no amor, a divisão de gêneros se decompõe e o cotidiano e o trato pessoal são, por assim dizer, "barbarizados". O pós-moderno como uma nova época, ou como continuação da modernização, é simplesmente um embrulho enganador.
Robert Kurz II
...Na globalização, não existe mais nenhum "desenvolvimento" econômico nacional, no qual a população, como um todo, possa ser integrada. Também nesse sentido a modernização acabou. O capitalismo tornou-se um capitalismo de minorias. Ele estabeleceu a conexão planetária da humanidade, mas apenas em sentido negativo, como processo de crise, que em toda parte dissolve as conexões elementares do social. A sociedade capitalista mundial constituída não pode mais integrar a maioria das pessoas.
Robert Kurz III
...O mesmo esvaziamento se observa na produção cultural. Por isso, a crise da cultura e da arte não decorre apenas de uma crise financeira e da precariazação de seus atores, mas também de seus conteúdos. O novo é apenas um remake de segunda do velho (retrô). Não apenas as séries televisivas são infinitamente repetidas. Modas e conteúdos esvaziados retornam à circulação em intervalos cada vez mais curtos. Culturalmente, a dinâmica do desenvolvimento transformou-se numa espécie de eterno retorno do mesmo.
Já que tudo se tornou indiferente, a arte não pode mais provocar. Nudez e banhos de sangue suíno nos palcos alemães provocam um grande bocejo. Sensacional mesmo, hoje, na Alemanha é quando os atores aparecem em cena vestidos. Não há mais nenhum conteúdo cultural a ser expresso na forma capitalista, justamente porque ela mesma perdeu o seu conteúdo. A fragmentação social e a desintegração como desconexão universal tornam-se uma falta de conteúdo universal ou uma desrealização de todos os conteúdos críticos do passado, que opunham um sinal negativo a esse desenvolvimento.
Para ser bom em alguma coisa é preciso abandonar todas as outras, é inevitável um tipo de autismo auto-induzido. Ou serás apenas mais um acima da média.
terça-feira, novembro 14, 2006
Tudo que queria esta noite...
era um ingresso pro New Order, no Via Funchal, infelizmente vou ter que me contentar com uma aula de história antiga II e uma festinha na Poli...cervejas, jurupingas, amigos e nerds!
era um ingresso pro New Order, no Via Funchal, infelizmente vou ter que me contentar com uma aula de história antiga II e uma festinha na Poli...cervejas, jurupingas, amigos e nerds!
sexta-feira, novembro 10, 2006
Os Eleitores de Alckmin e do PSDB
Bom, com os petistas ainda tem diálogo possível, com os alckmistas num dá! A ignorância que brota dos poros, de todos. Agora eles desfilam com um adesivinho idiota, a bandeirinha do Brasil com um tarja preta escrito 'luto'.
Um alckmista indigna-se com a corrupção do PT, basicamente foi por isso que grande parte decidiu votar no PSDB. Indignados com a corrupção do governo Lula. Nobre motivo se o PSDB não fosse tão corrupto. Apesar que essa discussão de quem foi mais corrupto e decidir o voto por esse caminho é coisa para idiotas mesmo, idiotas elevados a enésima potência.
Eu recebia trocentos emails numa grande competição para ver quem foi menos corrupto, porque implicitamente eles mesmos admitiam que eram corruptos. Esses idiotas não pararam pra pensar num coisa bem simples: quem rouba um milhão, não é nem pior nem pior do aquele que rouba 100 mil. Quem matou 50 não é nem melhor nem pior do aquele que matou 20. O que matou 20, ou foi preso antes, ou não teve motivo, ou foi incompetente, ou não teve oportunidade. etc. Pra mim é uma questão tão banal, será que eles não percebem isso.
Se o PSDB não usou do método dólares na cueca, mensalão, mensalinho, valerioduto, sei lá, tantas coisas que apareceram, não é porque eles são honestos, mas é porque eles têm outros métodos, talvez mais eficientes, menos vexatórios pra roubar.
E pra terminar bem sutilmente tem uma dose forte de racismo, preconceito e tudo mais que envolve a figura de um ex-operário nordestino no poder, os paulistas que o digam. Bom se o governo Lula é igual o FHC - poderia pensar um eleitor tucano - põe um paulista lá, branco, médico, boa família, não é verdade.
Bom, com os petistas ainda tem diálogo possível, com os alckmistas num dá! A ignorância que brota dos poros, de todos. Agora eles desfilam com um adesivinho idiota, a bandeirinha do Brasil com um tarja preta escrito 'luto'.
Um alckmista indigna-se com a corrupção do PT, basicamente foi por isso que grande parte decidiu votar no PSDB. Indignados com a corrupção do governo Lula. Nobre motivo se o PSDB não fosse tão corrupto. Apesar que essa discussão de quem foi mais corrupto e decidir o voto por esse caminho é coisa para idiotas mesmo, idiotas elevados a enésima potência.
Eu recebia trocentos emails numa grande competição para ver quem foi menos corrupto, porque implicitamente eles mesmos admitiam que eram corruptos. Esses idiotas não pararam pra pensar num coisa bem simples: quem rouba um milhão, não é nem pior nem pior do aquele que rouba 100 mil. Quem matou 50 não é nem melhor nem pior do aquele que matou 20. O que matou 20, ou foi preso antes, ou não teve motivo, ou foi incompetente, ou não teve oportunidade. etc. Pra mim é uma questão tão banal, será que eles não percebem isso.
Se o PSDB não usou do método dólares na cueca, mensalão, mensalinho, valerioduto, sei lá, tantas coisas que apareceram, não é porque eles são honestos, mas é porque eles têm outros métodos, talvez mais eficientes, menos vexatórios pra roubar.
E pra terminar bem sutilmente tem uma dose forte de racismo, preconceito e tudo mais que envolve a figura de um ex-operário nordestino no poder, os paulistas que o digam. Bom se o governo Lula é igual o FHC - poderia pensar um eleitor tucano - põe um paulista lá, branco, médico, boa família, não é verdade.
Os defensores do governo Lula e do PT
Embora cada vez mais escassos, pelo menos publicamente, ainda existem. E eu os entendo. Conversando com meus camaradas petistas, alguns militantes, experientes militantes, eu percebo que a defesa do governo Lula é a defesa da mais pura desilusão com tudo, é a defesa do mínimo possível. Daqueles que se convenceram que nada mais vai acontecer, que tudo ficou pelo caminho, que foi em vão. Mudanças ??? As medíocres.
As decepções brotam de onde ??? E eles se dizem otimistas, eu é que sou o pessimista.
Embora o agronegócio nunca tenha lucrado tanto, a economia familiar é um espetáculo, os bancos dobrado, triplicado, quadruplicado seus ativos, o bolsa família é um sucesso. A universidade pública na pirambeira, mas o Prouni é um projeto educacional de primeiro mundo, e as novas universidades federais ??? Inaugurou-se um curso de história na nova universidade federal de Vitória da Conquista. Detalhes, dois professores, sem prédio nem biblioteca.
Isto tudo me cheira mal, esse discurso é conhecido, abrir o caminho para que todos os setores burgueses tenham os maiores lucros possíveis, para que assim e só assim, as migalhas sejam aumentadas. Afinal de contas como dizem meus amigos petistas, muita gente não comia e hoje tá comendo, olha que beleza. O meu medo é que o governo do PT seja de fato a 'ante-sala do fascismo no Brasil', como escreveu recentemente o José Arbex Jr.
Embora cada vez mais escassos, pelo menos publicamente, ainda existem. E eu os entendo. Conversando com meus camaradas petistas, alguns militantes, experientes militantes, eu percebo que a defesa do governo Lula é a defesa da mais pura desilusão com tudo, é a defesa do mínimo possível. Daqueles que se convenceram que nada mais vai acontecer, que tudo ficou pelo caminho, que foi em vão. Mudanças ??? As medíocres.
As decepções brotam de onde ??? E eles se dizem otimistas, eu é que sou o pessimista.
Embora o agronegócio nunca tenha lucrado tanto, a economia familiar é um espetáculo, os bancos dobrado, triplicado, quadruplicado seus ativos, o bolsa família é um sucesso. A universidade pública na pirambeira, mas o Prouni é um projeto educacional de primeiro mundo, e as novas universidades federais ??? Inaugurou-se um curso de história na nova universidade federal de Vitória da Conquista. Detalhes, dois professores, sem prédio nem biblioteca.
Isto tudo me cheira mal, esse discurso é conhecido, abrir o caminho para que todos os setores burgueses tenham os maiores lucros possíveis, para que assim e só assim, as migalhas sejam aumentadas. Afinal de contas como dizem meus amigos petistas, muita gente não comia e hoje tá comendo, olha que beleza. O meu medo é que o governo do PT seja de fato a 'ante-sala do fascismo no Brasil', como escreveu recentemente o José Arbex Jr.
terça-feira, novembro 07, 2006
O ranking da corrupção
O Brasil caiu oito posições no ranking da corrupção agora somos o 62° país mais corrupto do mundo. O primeiro é o Haiti. O país menos corrupto do mundo é a Finlândia, seguida pela Islândia e logo depois pela Nova Zelândia. Acho que encontrei a solução, o problema todo é a falta de um 'ândia'. Mudemos para Brasilândia e tá resolvido o problema.
O Brasil caiu oito posições no ranking da corrupção agora somos o 62° país mais corrupto do mundo. O primeiro é o Haiti. O país menos corrupto do mundo é a Finlândia, seguida pela Islândia e logo depois pela Nova Zelândia. Acho que encontrei a solução, o problema todo é a falta de um 'ândia'. Mudemos para Brasilândia e tá resolvido o problema.


