ingnoranças e inverdades

Espasmos de um pouco de tudo

quinta-feira, agosto 31, 2006

Leo ab'saber





Grande parceiro, fica do meu lado, éééé Aparício...merece esta justa homenagem!

Filhos do trem (curta) - prêmio estímulo do júri, Festival de Gramado.

Olha a elegância do Leo! Valeu Leo!

quarta-feira, agosto 30, 2006

O caso Volkswagen

"Os trabalhadores da Vokswagen paralisaram hoje suas atividades por tempo indeterminado. A greve é uma resposta ao anúncio feito pela montadora da demissão de 1800 funcionários em novembro. A empresa já anunciou que se determinadas medidas não forem adotadas, a planta de São Bernardo pode ser fechada. "

Bem, isso é a nota básica que está em qualquer jornal de hoje, que informa, mas não explica. Obedecendo a lógica atual da concorrência, nos próximos anos, grandes empresas deixarão o terceiro mundo, um fenômeno global que exterminará milhares de postos de trabalhos. Desta vez nem as áreas de adminstração e recursos humanos serão poupadas, todos vão pagar pela crise terminal do capitalismo. A mídia trata a questão de um ponto de vista moral, ou melhor, imoral, para esconder a crise de um sistema contraditório que vai agonizando. Esta agonia pode ser verificada nos discursos dos políticos burgueses no horário político diário e, principalmente, nos debates. De uma forma inconsciente (ou não) todos eles falam em geração de empregos, ou via Estado, através de obras públicas ou através de financiamento dessas mesmas empresas com dinheiro do próprio trabalhador -BNDS- para que elas dilatem um pouquinho mais o tempo de sua estadia em território nacional, estadia esta que já está com os seus dias contados.

São apenas 'frentes de trabalho'. A volta das 'frentes de trabalho', tirar pedra daqui para acolá, hoje, e tornar a pedra de acolá para cá, amanhã. É o último alento para moribundo sistema capitalista dos países periféricos. E para não morrer de fome temos os Bolsa-esmola da vida, eufemisticamente chamado de 'renda cidadã' pelo senador Suplício.

Pode-se prever que a 'culpa' vai parar nas costas dos trabalhadores mais uma vez. Não faltarão vozes apontando o sindicato 'forte' dos metalúrgicos do ABC como responsável pela fuga das empresas da região. O que eles não sabem (ou sabem?) é que o tal de sindicato forte do ABC é pelego há muito tempo.

Veja mais em:
http://obeco.planetaclix.pt/rkurz237.htm

http://www.pco.org.br/conoticias/index.php

terça-feira, agosto 29, 2006

Farsa das eleições - A lei do Leopardo

Ahhh bons tempos, há muito eu perdi a inocência...(suspiro).....

Também já carreguei uma estrelinha no PeiTo, douradinha, branquinha, vermelhinha.

Eleições 2006, simples, a burguesia, elite, ricos, poderosos, toda essa gente aí, quer o Lula no primeiro turno para que nos próximos 4 anos sejam feitas as reformas 'que o Brasil tanto precisa'. Uma delas e a mais preemente é a trabalhista. Companheiro vá dando adeus aos seus 'direitos', 13° salário, férias, descanso remunerado, lincensa maternidade, aposentadoria pública, até 2010 isso e muito mais já estará 'flexibilizado'. Por isso, Lula, pra isso Lula. E pra isso o PSDB escolheu o picolé de xuxu, Geraldo Alckmin, pra perder, pra não haver segundo turno. Se eles quisessem pelo menos segundo turno, botariam o Serra.

Um governo PSDB ficaria inviável. Só o lulismo, o PT e a burocracia sindical podem empurrar goela dentro dos milhões de trabalhadores essas atrocidades. Em 2010 a gang dos tucanos voltará.

Como diz um amigo meu "a burguesia não entra em campo de salto alto". É bem verdade. Vejamos o resultado final da campanha denuncista que começou com Bob Jefferson. O Congresso SEMPRE foi um balcão de negócios, mensalão SEMPRE existiu, só que havia chegado a hora de vir à tona. Com isso, os tucanos e agregados, congelou o PT nos estados, que tem chances reais em apenas um, Sergipe. Os petistas do Congresso estão com os dias contados. Isolaram Lula, eles precisam de um segundo governo Lula e não levantaram as massas num possível processo de impeachment, cassando alguns, mas absolvendo quase todos. No final deu tudo certo.

Qual será o fim do PT ?? Talvez o mesmo do peronismo argentino, pequenas quadrilhas se digladiando pelo espólio.
Debate

Jogadinha ensaiada, tabelinha 1-2, não tá mais comigo, ou como dizem os argentinos, ' passas que me voy' (que o Galvão Burreno erradamente, é claro, durante o mundial repetia 'toco e me voy' nos jogos da Argentina, em mais uma de suas sandices-feitas), assim foi o """"debate""""(entre um milhão de aspas) da Band, ontem. Serra não foi, o PT 'mensalou' os outros partidos, PSB, PV e, notadamente, o PDT, para descer a lenha no tucano, enquanto Mercadante se fingia de morto e fazia que não era com ele, apresentando as tais propostas sérias. O Quércia contribui como pôde.

Vai resolver pro PT ??? Não, não vai, a gang dos tucanos leva essa em São Paulo, no primeiro turno.

Debate mesmo foi em casa, eu me debatendo no chão, com náuseas, gastrite e um coágulo no cérebro vendo aquilo tudo, aguentei 8 minutos e 37 segundos.

Claro que a candidata Anaí Caproni do PCO 29 foi boicotada, assim como todo o partido nessas eleições.

É a farsa das eleições, mudemos as coisas para que elas continuem exatamente como são, lei do Leopardo.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Sobre a vida...

eu diria que, ou melhor, eu deixo ela dizer que...

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada, caminhando e semeando, no fim terás o que colher. (Cora Coralina)

e também que...

Não podemos escolher como vamos morrer. Ou quando. Podemos somente decidir como vamos viver. (Joan Baez)

e mais...

Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca. (Darcy Ribeiro)

e ainda que...

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. (Oscar Wilde)

faltou dizer que...

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. (Clarice Lispector)

mas, preste atenção nisso...

Se, apesar de tudo, os homens não conseguem fazer com que a história tenha significado, eles podem sempre agir de uma maneira que faça suas vidas terem um. (Albert Camus)

não acabou...

E no final das contas não são os anos em sua vida que conta. É a vida nos seus anos. (Abraham Lincoln)

mais que não é do mesmo...

A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente (Soren Kierkergaard)

poderíamos acrescentar que...

Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos... (Bertrand Russel)

moral da história...

Não te metas na vida alheia se não queres lá ficar. (Almada Negreiros)

Valeu, Edinho, essa é boa demais da quantidade!
Esquetes que valem uma festa:

Rua 13 de Maio, festa de Achiropita.

Eu:
- é Garga, tem muita mulher bonita aqui.

Gargamel:
- pois é, monstrão, não é como aquelas festas de rua cheias de "caboclo enjambrado e muié malacabada".

Só por Ele, de onde o Gargamel tira essas coisas ??? Nem Câmara Cascudo...

"A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe." (Einstein)

Agora, relembrando, eu rio, rio muito, na hora eu também tive vontade de rir, mas o clima estava tenso.

Fim de festa, fim da cerveja e talvez fim de uma amizade, esperamos que não, mas o fato é que no meio da confusão, aparece uma figura com uma pedaço de pau na mão querendo pôr o dono do barraco pra dormir, na hora eu me lembrei de ninguém mais nem menos que o nosso querido BANDIDO DA LUZ VRMELHA, aquele do Hermes e Renato (os links estão aí embaixo num outro post).

Caraca, fazia tempo que não via, mas essas coisas ainda existem.
Esquetes que valem um filho:

No carro

Papai:
- Deita, Luquinhas, pode dormir, quando chegar na casa da vovó eu te chamo.

Luquinha:
- Calma, papai, tô "impando" o sofá aqui de "táis", tá cheio de "aeia".

quinta-feira, agosto 24, 2006


QUEREM CALAR A ÚNICA VOZ QUE REPRESENTA A VONTADE DOS TRABALHADORES NESTAS ELEIÇÕES.....PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA - 29

O regime que mantém os mandatos dos “mensalões”, dos “sanguessugas” e que garante candidaturas daqueles que, como Lula, confessaram contar com caixa dois com milhões recebidos dos banqueiros e outros inimigos do povo, quer calar a voz do único partido operário e socialista dessas eleições. Na noite do dia 15 de agosto, juízes do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, reunidos em Brasília, em decisão inédita e surpreendente, resolveram indeferir o registro da candidatura à Presidência da República, Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária – PCO.Em momento algum, na história do País – nem mesmo durante a ditadura militar – o TSE havia tomado a decisão de impedir a candidatura de um cidadão em pleno gozo de seus direitos políticos – o que foi reconhecido pela própria Justiça eleitoral (que emitiu certidão de quitação eleitoral do candidato). É, também, a primeira vez que o TSE pretende cassar um candidato, que não possui antecedentes criminais e com sua candidatura devidamente aprovada por um partido político nacional, com registro definitivo deferido pelo próprio TSE, do qual Rui Costa Pimenta é fundador e presidente nacional.


Falsas alegações
Na nota divulgada pelo próprio TSE, a candidatura teria sido impugnada “em razão da ausência de prestação de contas referentes ao ano de 2002”, fato que é desmentido na própria nota que, logo em seguida afirma que “o candidato Rui Costa Pimenta encaminhou ao TSE, no último sábado (12) a prestação de contas da campanha eleitoral e a certidão de quitação eleitoral, depois de ter sido intimado no dia nove de agosto a apresentar os documentos no processo de registro” (Notícias do TSE, 15/08/2006). Ainda no próprio Relatório apresentado no julgamento, é citada documentação oficial do Tribunal estabelecendo que “a falta de prestação de contas ou sua desaprovação total ou parcial não implica nenhuma sanção para o candidato não eleito” (Resolução TSE nº 21.773. de 27/05/04) e que a regra estabelecendo a obrigatoriedade da quitação eleitoral dos não eleitos (e até mesmo dos sem gastos a declarar) só passaram a vigorar em 2004 (Resolução TSE 21.823, de 15/06/04). Esses fatos comprovam que estamos diante de uma aberração jurídica: a de tentar condenar, com a cassação do direito de ser votado, a um cidadão brasileiro, quites com a Justiça Eleitoral, baseando-se em uma Resolução que, como qualquer, outra norma jurídica, não poder retroagir na sua validade, para punir qualquer pessoa por um fato que não era considerado crime no momento do seu acontecimento. Uma conduta inconstitucional e arbitrária própria dos regimes totalitários e de violação dos direitos individuais.

Operação pró-Lula
A tentativa de cassação do companheiro Rui Costa Pimenta, há mais de 30 anos militante das lutas operárias e socialistas, acontece depois de uma enorme operação de ocultamento de sua candidatura, realizada pela grande imprensa capitalista, particularmente pelas grandes emissora de TV (a começar pela Rede Globo, campeã mundial de manipulação eleitoral: Caso Collor, contra Lula; Proconsult contra Brizola etc. etc.). Desde o início do processo eleitoral, ficou evidente, a tentativa de prestigiar apenas alguns candidatos preferidos por estes monopólios e pelas demais grandes empresas capitalistas do País: os noticiários destas emissoras chegavam a omitir a existência da candidatura do PCO, não divulgavam sua agenda, vetaram sua participação nos debates, numa evidente operação de manipulação política contra o direito da população de conhecer as propostas de todos os candidatos.O ataque dos juízes – em sua maioria indicados pelos últimos presidentes da República (Sarney, Collor, FHC e Lula) evidencia também o relativo fracasso desse ocultamento, uma vez que milhares de brasileiros – em sua maioria operários e jovens – estão vendo na candidatura do companheiro Rui Costa Pimenta a única alternativa revolucionária diante da falência dos partidos burgueses – inclusive os que se dizem de “esquerda” – e das demais instituições do regime que apodrecem e perdem o pouco de crédito que ainda detém diante de amplas parcelas a população. Não por acaso, o companheiro foi apontado (em pesquisas realizadas e/ou divulgadas pelos mesmos meios de comunicação que procuravam lhe ocultar) como já sendo depositário do apoio de cerca de 1% do eleitorado o que equivale a mais de 1.200.000 eleitores. Isso quando a história recente demonstrou que estas pesquisas são – via de regra – manipuladas contra os candidatos da esquerda.Os objetivos de toda esta operação e da resolução adotada, não por acaso, no primeiro dia da exibição da propaganda eleitoral “gratuita” no rádio e na TV, não podem ser encontrados nas supostas alegações técnicas dos juízes do TSE. O que está em marcha é uma ação de um conjunto de instituições do regime para tentar impedir a participação e o crescimento nestas eleições daqueles que nela comparecem, sem qualquer apoio dos grandes capitalistas para defenderem os interesses da classe trabalhadora, para denunciarem e lutarem contra o governo dos banqueiros e demais monopólios, contra o regime das máfias políticas, empresariais e burocráticas que oprimem a população e propor ao povo explorado a luta por suas necessidades vitais e um governo dos trabalhadores da cidade e do campo.Não resta dúvidas de que querem calar ao PCO e seu candidato presidencial, pois estes são os únicos que participam das eleições se opondo e denunciando a fraude em que vem se constituindo um processo eleitoral no qual os principais partidos políticos do regime (e também seus satélites), como verdadeiros representantes dos interesses dos bancos e grandes capitalistas, empregam enorme esforço para assegurar a reeleição de Lula, ainda no primeiro turno, para assegurar as medidas contra a maioria da população, a classe trabalhadora, principalmente, a Reforma Trabalhista. Querem liquidar uma série de conquistas fundamentais dos trabalhadores: férias, 13º salário, fgts etc. que já vem sendo precarizadas pelo Congresso dos “mensalões” sanguessugas, “anões do orçamento” etc., pretendem calar a voz do único partido e do candidato que se apresenta nestas eleições sob o lema “Salário, Trabalho e Terra” para defender os interesses dos explorados contra os exploradores.Na própria imprensa capitalista, os objetivos dessas medidas acabam sendo expressos. No portal UOL, ligado à Folha de S. Paulo - que não pode ser acusado de ter simpatia pelo Partido da Causa Operária - afirmou diante de tais episódios que: “Quanto menos candidatos na disputa, mais fácil fica para a eleição terminar no primeiro turno”.


Veja mais em:

http://www.pco.org.br/conoticias/eleicoes_2006/campanha_impugnacao/index.htm

Pegue o abaixo assinado e ajude a desmontar mais essa fraude da 'Justiça' pró-corruptos, mensaleiros e sanguessugas. Impugnam a candidatura de um partido sem recursos, insinuando caixa dois, mas aprovam candidaturas dos mensaleiros-caixa dois que assumiram seus crimes publicamente!!!

terça-feira, agosto 22, 2006

Solta a música aí DJ, anda!
Solta logo essa porra!Ah, arrá
Chegou para abalar
Bandido da luz vermelha
Faz o que dá na telha ...

Hora do Show com Bandido da Luz Vermelha:http://www.youtube.com/watch?v=-wZRo5H9gaw

Programa do mal:http://www.youtube.com/watch?v=YIiTP2o0a9Ehttp://www.youtube.com/watch?v=_Nusl-vxh78

Videoclipe do bandido:http://www.youtube.com/watch?v=va0aL28LAm8

Belzebu e Bandido:http://www.youtube.com/watch?v=4059LOEuW7w

Eu si divirto com essa figura, eu si mi cago de rir!
Enquanto o negro limpa o chão, o branco faz dissertação

10 mitos sobre as cotas

1. As cotas ferem o princípio da igualdade, tal como definido no art. 5° da Constituição Federal, pelo qual 'todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza' . São, portanto, inconstitucionais.

Na visão dos minsitros do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello e Joaquim Barbosa Gomes, o princípio inconstitucional da igualdade refere-se à igualdade formal de todos os cidadãos perante a lei. A igualdade de fato é tão somente um alvo a ser atingido, devendo ser promovido, garantindo a igualdade de oportunidades como manda o art. 3° da mesma Constituição. As políticas públicas de afirmação de direitos são, portanto, constitucionais e absolutamente necessárias.

2. As cotas subvertem o princípio de mérito acadêmico, único requisito que deve ser contemplado para o acesso à universidade.

Vivemos numa das sociedades mais injustas do planeta, onde o mérito acadêmico é apresentado como o resultado de avaliações objetivas e não contaminadas pela profunda desigualdade social existente. O vestibular está longe de ser uma prova equânime que classifica os alunos segundo sua inteligência. As oportunidades sociais ampliam e multiplicam as oportunidades educacionais. Os pobres não passam no vestibular porque, sendo pobres, sempre tiveram poucas oportunidades, não porque não merecem. Políticas públicas de reparação dessas injustiças são um imperativo ético numa democracia efetiva.

3. As cotas constituem uma medida inócua porque o verdadeiro problema é a péssima qualidade do ensino público no país.

É um grande erro pensar que, no campo das políticas públicas democráticas, os avanços se produzem por etapas sequenciais. Este é um argumento que só pode contentar aos que já tiveram acesso ao ensino superior. Tanto a educação básica quanto o ensino superior devem melhorar sua qualidade, assim como o acesso também deve ser mais democrático para ambos.

4. As cotas baixam o nível acadêmico das nossas universidades.

Diversos estudos mostram que, nas universidades em que as cotas foram implementadas (UNEB, UNB, UFBA e UERJ), não houve perda de qualidade de ensino. Entre cotistas e não cotistas não há diferenças consideráveis quanto ao desempenho acadêmico. O que prejudica estudantes cotistas é uma deficiente política de assistência estudantil derivada do abandono das universidades públicas pelo governo - que deixa de oferecer biblioteca de qualidade, bandejão e laboratórios de informática, por exemplo.

5. A sociedade brasileira é contra as cotas.

Alguns meios de comunicação e alguns jornalistas têm fustigado as políticas afirmativas, em especial, as cotas. No entanto, pesquisas de opinião, pesquisas do Programa Políticas da Cor, da ANPED e da ANPOCS, bem como reitoras e reitores de universidades públicas, reconhecem a importância da política de cotas para a sociedade brasileira.

6. As cotas não podem incluir critérios raciais ou étnicos devido ao alto grau de miscigenação da sociedade brasileira que impossibilita distinguir quem é negro ou branco no país.

Somos, sem dúvida, uma sociedade mestiça, mas o valor dessa mestiçagem é meramente retórico no Brasil. Cotidianamente as pessoas são discriminadas pela sua cor, etnia, sexo, opção sexual, e sotaque, o que faz com que uns sejam preferidos em detrimento de outros. Porém, quando se trata de implementar uma política pública de afirmação de direitos, nossa cor, magicamente some, com a afirmação de algumas pessoas de que cotas, por exemplo, é mais uma fragmentação racial, um privilégio à população negra.

7. As cotas vão favorecer aos negros e discriminar ainda mais aos brancos.

Esta é, quiçá, uma das mais perversas falácias contra as cotas. O projeto de lei 73/99 atualmente tramitando na Câmara dos Deputados, já aprovado na comissão de Constituição e Justiça, favorece aos alunos e alunas oriundos das escolas públicas, colocando como requisito uma representatividade racial e étnica euqivalente à existente na região onde está situada a universidade. Este projeto é um avanço fundamental na construção da justiça social e na luta contra a discriminação social, racial e étnica no país.

8. As cotas vão tornar nossa sociedade racista.

O Brasil está longe de ser uma democracia racial. Negros e negras têm menos oportunidades e possibilidades que a população branca no mercado de trabalho, na política, na educação e em outros segmentos da sociedade. O racismo no Brasil age de uma maneira silenciosa. As cotas não criarão o racismo porque este já existe. Elas serão uma medida anti-racista e servirão de base para o debate sobre o racismo velado no Brasil.

9. As cotas são inúteis porque o problema é a permanência e não o acesso

Mais uma vez o pensamento dicotômico encobre mais do que ajuda na formulação de uma política pública democrática. Cotas e estratégias efetivas de permanência fazem parte de uma mesma política pública. Não se trata de fazer uma ou outra, senão ambas. Não se trata de fazer uma escolha entre elas, mas de pensá-las juntas. As cotas não solucionam todos os problemas da universidade, são apenas uma ferramenta eficaz na democratização das oportunidades de acesso ao ensino superior para um amplo setor da sociedade excluída historicamente da universidade. É evidente que as cotas, sem uma política de permanência, correm sérios riscos de não atingir sua meta democrática. Porém, isto não faz senão reafirmar a importância de uma reforma mais ampla no ensino superior brasileiro, onde qualidade e quantidade não sejam colocadas como dinâmicas contraditórias ou contrapostas; onde excelência e privilégio sejam termos contrapostos e não, como sempre foram, componentes de uma mesma prática discriminatória. Mais e melhores universidades públicas para todos e todas. Esse deveria ser nossso lema, nosso compromisso ético e político.

10. As cotas são prejudiciais para os próprios negros, já que os estigmatizam como incompetentes e não merecedores do lugar que ocupam nas universidades.

Argumentações deste tipo não são frequentes entre a população negra e, menos ainda, entre estudantes cotistas. As cotas são consideradas por eles como uma vitória democrática, não como derrota na sua auto-estima. Ser cotista é motivo de orgulho porque esta condição reflete uma passado de lutas, de sofrimento, de derrotas e também de conquistas. Há um compromisso assumido. Há um direito realizado. Hoje, como no passado, os grupos excluídos e discriminadosse sentem mais e não menos reconhecidos socialmente quando seus direitos são afirmados, quando a lei cria condições efetivas para lutar contra diversas formas de segregação. A multiplicação nas nossas universidades de estudantes pobres, jovens negras e negros, filhas e filhos das mais diversas comunidades indígenas é um orgulho para todos os que ingressam nas universidades por meio das cotas, e deveria sê-lo para todos os brasileiros e brasileiras.

Digitalizado a partir de um panfleto que eu peguei na FFLCH/USP, no panfleto consta 'adaptado de 10 mitos sobre as cotas, Pablo Gentil e Renato Ferreira, Em Programa de Políticas da Cor, Laboratórioa de Políticas Públicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (www.politicasdacor.net)

Eu sempre defendi as cotas para negros pensando na questão do racismo, na questão política. A questão econômica é importante, mas numa sociedade onde um diploma acadêmico é apenas mais um item no currículo, onde impera o desemprego em massa, o acesso a universidade como meio de se garantir um bom emprego já não soa tão convincente. Sempre acreditei na questão racial, no racismo velado, como desmascará-lo. Me sinto contemplado no oitavo item (mito). A idéia central das cotas pra mim sempre foi essa, 'forçar' a convivência de negros e brancos, não só na universidade, em todos os espaços possíveis. O público das universidades, majoritariamente branco e de classe média, dificilmente se relaciona ou tem nos seus círculos sociais pessoas negras. Essa não convivência estimula os preconceitos do status quo reafirmados pela grande mídia. Parece uma questão banal, mas para mim é o fundamental na discussão sobre costas, poucas vezes eu ouvi referências ao tema nos movimentos negros, no meu entendimento, estes movimentos prendem-se mais na questão sócio-econômica dos benfícios das cotas.







Rogério Ceni

64 gols, entrou pra história, apesar que esse 'entrar pra história' não faz muito sentido pra historiador, mas vale a intenção. Em meio a esse ambiente árido, sem graça e lamacento que se tornou o futebol com seu alto grau de "profissionalismo", Rogério Ceni rema contra a maré e faz a torcida tricolor a mais vitoriosa. Trás de volta um pouco do folclore perdido do mundo da bola. Em tempos de clube-empresa, jogadores sem rosto, sem qualquer identificação com a torcida, tempos em que o futebol se livrou das amarras amadoras e semi-amadoras para mergulhar de cabeça na lógica do mercado, depois da Lei Pelé, para transformar 'empresários', agora milionários, nos verdadeiros mandatários dos clubes. Tempos de altos investimentos que pedem retornos maiores ainda, o que explica a maracutaia da MSI com a CBF pra fazer o alvinegro máfia-russa campeão brasileiro de 2005.

Rogério faz a quarta-feira friorenta valer a pena, apesar dos pesares e do preço do ingresso. Não por ser polêmico, como gosta a grande mídia, pelo contrário, é um cara muito comedido e até insosso nas declarações, mas pelo futebol, pela confiança que transmite e a entrega de corpo e alma ao Tricolor. Vida longa, Rogério!

p.s. em tempo, não é mania de perseguição, mas um feito como esse em qualquer país com uma imprensa um pouquinho mais honesta seria 'O' assunto, aqui a mídia se esbalda com a segunda vitória do alvinegro máfia-russa sob o comando do mediano e pseudo-intelectual Leão, e com a saída do Carlitos, é mole! Até quando?

sexta-feira, agosto 18, 2006

Algumas regrinhas para se acompanhar o noticiário sobre a guerra?... massacre israelense no Líbano


Regra um. - No Oriente Médio, são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represálias.

Regra dois. - Os Árabes Palestinos ou Libaneses não têm o direito de matar civis. Isso se chama terrorismo.

Regra três. - Israel tem todos os direitos de matar civis Árabes. Isso se chama Legitima Defesa.

Regra quatro. - Quando Israel mata civis, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama Reação da comunidade Internacional.

Regra cinco. - Os palestinos e os Libaneses não têm o direito de capturar combatentes de Israel mesmo que o número dos capturados seja inferior a três soldados. Isso se chama seqüestrar pessoas indefesas.

Regra seis. - Os israelenses tem o direito de levar a qualquer hora e de qualquer lugar quantos Palestinos e Libaneses desejarem (atualmente são mais de 10 000 no total dos quais 300 são crianças, e 1000 são mulheres) . Não há limite e não precisam ter provas de culpabilidade de crimes cometidos pelos seqüestrados. Basta mencionar a palavra Mágica "Terrorista" como justificativa. Pode Israel manter os seqüestrados presos definitivamente.

Regra sete. - Quando se menciona 'Hezbullah", é obrigatório na mesma frase dizer a expressão "apoiado e financiado pela Síria e pelo Iran".

Regra oito.- Quando se menciona "Israel", é proibido falar a expressão "apoiado ou financiado pelos Estados Unidos". Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não esta em perigo existencial.

Regra nove. - Nunca falar de "Territórios Ocupados" ou de resoluções da ONU, nem violações de direitos humanos ou internacionais nem da convenção de Genebra. Isso pode perturbar os israelenses ou os ocidentais especialmente os telespectadoras da CNN, da FOX, da BBC, etc.

Regra dez. - Tanto os Palestinos quanto os Libaneses são covardes que se escondem entre a população civil que não os querem. Eles dormem com as sua famílias nas suas casas. Isso se chama covardia. Israel tem todo o direito de aniquilar os bairros onde eles estão. Isso é permitido e se chama ações cirúrgica de alta valentia.

Regra onze. - Os Israelenses falam melhor o Inglês, o Francês, o Espanhol, o Português etc. que os Árabes. E por isso eles e os que os apóiam são mais entrevistados e tem mais oportunidade que os Árabes para explicar as presentes regras (de 1 a 10 isso se chama neutralidade jornalística)

Regra doze. - Todas as pessoas que não estão de acordo com o exposto acima são definitivamente Terrorista Anti-semitas de alta Periculosidade.
Ouça reggae, ouça dub, ouça hip hop, ouça Ska, ouça soul, ouça samba-rock, Marley, Tosh, Madness, Specials, Selecter, Tim Maia, Toasters, Todos tus muertos, Funk como le gusta, de la Soul... economize anos de terapia.
Tipo assim cara, essa coisa de....não, não é bem assim, você está confundindo...podexá, cara, vou levar Zé Capinhão, sons da terra volume II, tem que ser o dois, cara, o um... sei lá...

Meio de esquerda meio intelectual...

Bar ruim é lindo, bicho por Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pragente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo. Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outromeio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramosdizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV.

Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Osdonos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz. Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que agente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autênticoque o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).
- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas

Com dois dias de atraso, mas ainda no calor do momento

Parabéns ao glorioso e maior do Brasil, São Paulo Futebol Clube, pela raça, pelo espírito, pela vontade, agora vamos atrás do Brasileirão, da próxima Libertadores, da Recopa, da Supercopa, time grande é assim, grandes perspectivas, não só grandes expectativas, lembrando que o nosso vice campeonato da libertadores é maior que todos os títulos do alvinegro-máfia-russa S/A.


Parabéns para sorte do Internacional. Conseguiram se livar do incômodo apelido de Interregional. Agora "só" falta mais uma libertadores, um mundial, uma Recopa, três copas do Brasil, para que o Colorado seja um adversário à altura do Grêmio. Ainda que pese minha simpatia pelo passado remoto e pelo nome 'Internacional', o maior do sul é o Grêmio, pelas conquistas e por sua gente, diga-se de passagem, a melhor torcida do Brasil, disparada.

Não poderia começar este blog sem uma poesia, eu não sou poeta, não me arrisco, nunca me arrisquei, as poesias que postarei são de terceiros (grandes terceiros), aos não tão ilustres ainda, aos amigos, mandem suas poesias, usem esse nosso espaço.

Aqui vai... a minha preferida....

Alegrias, as desmedidas
Dores, as não curtidas

Casos, os inconcebíveis
Conselhos, os inesquecíveis

Meninas, as veras
Mulheres, insinceras

Orgasmos, os múltiplos
Ódios, os mútuos

Domicílios, os temporários
Adeuses, os bem sumários

Artes, as não rentáveis
Professores, os enterráveis

Prazeres, os transparentes
Projetos, os incontingentes

Inimigos, os delicados
Amigos, os estouvados

Cores, o rubro
Meses, outubro

Elementos, os fogos
Divindade, o logos

Vidas, as expontâneas
Mortes, as instantâneas.

A lista de preferências de Orge (Bert Brecht)